sexta-feira, 13 de março de 2015

Explosão Solar 2015


Uma explosão solar intensa foi registrada no início da tarde desta quarta-feira (11) pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa. O evento teve seu auge às 13:22 h (horário de Brasília), segundo a agência espacial americana.

De acordo com a Nasa, as radiações prejudiciais liberadas em erupções solares não podem atingir a atmosfera terrestre de modo a afetar a população. Mas, se forem muito intensas, podem atingir a camada da atmosfera por onde transitam os sinais de GPS e de outros tipos de comunicação.

Nas redes sociais, alguns usuários reclamavam de terem tido problemas com o GPS na tarde desta quarta-feira. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), ligado à Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos EUA, foi registrado um apagão de uma hora de duração nas ondas de rádio de alta frequência no início da tarde desta quarta devido à explosão.

Explosões solares são erupções repentinas na superfície do Sol que se caracterizam pela liberação de grandes quantidades de radiação e que podem ser causadas por mudanças no campo magnético.

O evento desta quarta-feira foi classificado como uma explosão da classe X2.2. A classe X denota as explosões mais intensas.


Fonte: G1


Vídeo de Astronomia


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Galáxias e Constelações - Pegasus


Galáxia Anã Esferoidal

A Galáxia Anã Esferoidal de Pegasus (também conhecida como Andrômeda VI ou Peg dSph) é uma galáxia anã esferoidal localizada a aproximadamente 2,7 milhões de anos-luz da Terra na constelação de Pegasus. A Anã de Pegasus é um membro do Grupo Local e uma galáxia satélite da Galáxia de Andrômeda (M31).



A Anã Esferoidal de Pegasus é uma galáxia com principalmente populações estelares pobres em metais. Sua metalicidade é [Fe/H] ≃ −1,3. Está localizada a uma ascensão reta de 23h 51m 46,3s e uma declinação de 24° 34′ 57,0″ no sistema equatorial de coordenadas (época J2000), e numa distância de 820 ± 20 kpc da Terra e uma distância de 294 ± 8 kpc da Galáxia de Andrômeda.

A Anã Esferoidal de Pegasus foi descoberta em 1999 por vários autores no segundo filme Palomar Sky Survey (POSS-II).
Fonte: Wikipédia


Galáxia Anã Irregular

A Galáxia Anã Irregular de Pegasus, PegDIG (do inglês Pegasus Dwarf Irregular Galaxy) ou Galáxia Anã de Pegasus é uma galáxia anã irregular localizada na constelação de Pegasus. De magnitude aparente 13,2, é uma galáxia de baixa luminosidade superficial. Foi descoberta na década de 1950 por Albert G. Wilson.

Com um diâmetro de aproximadamente 1 000 anos-luz, é uma galáxia com população estelar de baixa metalicidade. Embora tenha havido certa controvérsia em quanto à distância desta galáxia, com valores entre 2,5 e 6 milhões de anos-luz, a distância mais aceita em comum é 3 milhões de anos-luz, o que a situa dentro do Grupo Local.

A Galáxia Anã de Pegasus não deve ser confundida com Andrômeda VI, também chamada de Galáxia Anã Esferoidal de Pegasus(Peg dSph) ou Pegasus II.
Fonte: Wikipédia


Constelação


Pegasus, o Cavalo Alado, é uma constelação do hemisfério celestial norte. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Pegasi.

As constelações vizinhas são Andrômeda, Lagarto, Cisne, Raposa, Golfinho, Potro, situando-se a norte de Aquário e Peixes.

Alpha Pegasi (Markab), Beta Pegasi (Beta-Scheat), e Gamma Pegasi (Gama-Algenil), em conjunto com Alpha Andromedae (Alpheratz, Sirrah ou alfa-Andrómeda-Sirrah) formam o grande asterismo conhecido como Quadrado do Pégaso. A estrela 51 Pegasi é notável por ser a primeira estrela parecida com o Sol a ter um planeta extrassolar conhecido.
Fonte: Wikipédia


Esta é uma constelação de origem bastante antiga. Pégaso é fácil de se encontrar no céu através da localização do célebre quadrado formado por três das suas estrelas mais brilhantes e pela componente principal de Andrômeda (asterismo conhecido como "Quadrado de Pégaso" que é facilmente observado na figura ao lado), tendo como referência a vizinhança das constelações da Águia, Cassiopeia e Cisne.

Não é uma constelação que apresente estrelas brilhantes, mas pela razão apresentada acima acaba por não levantar dificuldades no que diz respeito à localização.

Pégaso representa o mítico cavalo alado tão conhecido do imaginário universal. Referencias a ele já se encontram nas antigas tábuas do vale de Eufrades e nas moedas gregas cunhadas no século IV a.C.

Segundo a lenda grega mais popularizada, teria nascido do sangue do monstro morto por Perseu, a Medusa, cujo olhar petrificava todo o ser que o contemplasse. Segundo uma das versões do mito, Perseu usou a cabeça decapitada da Medusa para petrificar o monstro marinho Cetus, a Baleia, evitando que devorasse a princesa Andrômeda.

No episódio em que Perseu a decapitou, Pégaso nasceu do sangue derramado pela Medusa, voando de imediato para o monte Hélicon, onde habitavam as Musas da Beócia. Com um coice abriu numa rocha uma fonte, cuja água possuía o poder de atribuir a mestria na poesia a quem dela bebesse.

Num episódio posterior, Pégaso foi domado por Belerofonte, mítico herói grego que matou o monstro Quimera montando o cavalo alado. Tomado pela sua ambição, Belerofonte quis voar até aos deuses, no monte Olimpo, mas foi atirado de volta à Terra.

Pégaso foi usado durante algum tempo por Zeus para carregar os seus relâmpagos e trovões, sendo por fim colocado no céu pelo líder dos deuses.

De referir que algumas lendas bastante difundidas contam que Pégaso teria sido o cavalo alado de Perseu, mas estas baseiam-se numa corrupção da mitologia clássica feita durante a época do Renascimento.
Fonte: Explicatorium


Galáxias e Constelações - Cassiopeia



Galáxia

A Galáxia Anã de Cassiopeia (também conhecida como Andrômeda VII) é uma galáxia anã esferoidal a aproximadamente 2,58 milhões de anos-luz de distância na constelação de Cassiopeia. A Anã de Cassiopeia faz parte do Grupo Local de galáxias e é uma galáxia satélite da Galáxia de Andrômeda (M31).



A Anã de Cassiopeia foi encontrada em 1998, juntamente com o Anã de Pegasus, por uma equipe de astrônomos (Karachentsev e Kashibadze) na Rússia e na Ucrânia. A Anã de Cassiopeia e a Anã de Pegasus estão mais longe de M31 que suas outras galáxias companheiras conhecidas, mas ainda aparecem vinculadas a ela pela gravidade. A galáxia tampouco contém quaisquer jovens, massivas estrelas ou mostra vestígios de formação estelar recente. Em vez disso, ambas parecem dominadas por estrelas muito antigas, com idades de até 10000 milhões de anos.
Fonte: Wikipédia


Constelação

























Cassiopeia é o nome de uma constelação próxima do pólo norte celeste, com cerca de 30 estrelas visíveis a olho nu. Cassiopeia é uma constelação do hemisfério celestial norte. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Cassiopeiae.

As constelações vizinhas são Camelopardalis, Cepheus, Lacerta, Andrômeda e Perseus.



A figura formada pelas estrelas próximas à constelação de Cepheus lembra a de uma figura humana sentada num trono – só que de cabeça para baixo. Para os gregos, isso representava a punição por um crime severo e logo associaram essa constelação ao mito de Cassiopeia: a vaidosa rainha da Ethiopia que comparou sua beleza à das Nereidas, entre as quais se contava Anfitrite, a esposa de Poseidon. Como punição, o deus dos mares exigiu que sua filha, Andrômeda, fosse sacrificada ao monstro Cetus (uma besta similar a uma baleia) para que seu país não fosse inundado pelas ondas de Poseidon.
Fonte: Wikipédia


Galáxias e Constelações - Andrômeda


Galáxia

A Galáxia de Andrômeda possui formato espiral e sua localização é de 2,54 milhões de anos-luz do Planeta Terra, sua posição é próxima da Constelação de Andrômeda. Segundos pesquisadores e cientistas, é tida como a mais próxima da Via Láctea.

É assim chamada, de Andrômeda, devido a proximidade da Constelação de Andrômeda, cujo termo é oriundo da princesa da mitologia, Andrômeda, filha de Cefeu (Rei da Etiópia e da Cassiopéia). Sua extensão é a maior de todas as outras galáxias do chamado Grupo Local (composto pela Galáxia do Triângulo, Via Láctea e mais 30 de pequena dimensão). A massa da Galáxia de Andrômeda é praticamente a mesma da nossa, possuindo 7.1×1011 massas solares (massa solar = massa do nosso Sol, o que equivale a 332.946 Terras).

É um dos astros mais brilhantes e chamativos, com uma magnitude aparente de 3,4, registrado pelo astrônomo francês Charles Messier. Possui ainda de 180 a 220 mil anos-luz de diâmetro. Dentre as principais características, podemos citar que seu corpo celeste é muito estudado e possibilita enormes descobertas científicas, como a estrutura espiral e os conglomerados abertos, a matéria interestelar, o núcleo galáctico, a poeira interestelar entre outras formas impossíveis de serem detectadas na nossa Galáxia.

A Galáxia de Andrômeda foi catalogada como M31 no catálogo Messier, e no NGC 224 (Novo Catálogo Geral), em Outubro do ano de 1786, por John Herschel.

Com um diâmetro de 250 mil anos-luz, tem o dobro do tamanho da Via Láctea.




















Muitos estudiosos relatam que a Galáxia de Andrômeda terá seu fim próximo, pois com o passar dos anos a Via Láctea e a Galáxia de Andrômeda se aproximam e possivelmente, entrarão em rota de colisão. Esta previsão é prevista para acontecer na mesma época do fim do Sol, em aproximadamente 4 bilhões de anos.
Fonte: Info Escola


Constelação


Andrômeda é uma constelação localizada próxima ao equador celeste, no hemisfério norte do céu, paralela as constelações zodiacais de Peixes e Áries; Do lado oposto na parte sul está a constelação de Cetus. Mais ao norte de Andrômeda estão também as constelações de Cefeu e Cassiopéia, seus pais. ao lado de Andrômeda está a constelação de Perseus, seu herói e amado. Todas essas constelações juntas fazem parte do mesmo esquema mitológico e estão intimamente relacionadas com as constelações de Peixes e Áries. Andrômeda particularmente é uma constelação que tem uma natureza muito semelhante a de Peixes, mas isso indo muito mais para o lado da exaltação de Vênus neste signo: é uma constelação venusiana por excelência. É a clássica representação da donzela indefesa que é salva pelo príncipe (Perseu) de uma fera terrível (Cetus).



Na direção da constelação de Andrômeda pode-se observar o objeto mais distante observável a olho nu no céu, a Galáxia de Andrômeda, nossa vizinha. Andrômeda não é tão difícil de se localizar , uma vez que se saiba pra onde olhar. Ela fica na região mais ao norte do céu, próxima de Peixes. Localizando-se a constelação de Pégasus (que forma um quadrado), Andrômeda forma uma espécie de linha reta prolongando-se a partir deste quadrado.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Titã - "Ilha Mágica"

Misteriosa "Ilha Mágica" aparece em lua de Saturno


O universo não é uma partida de futebol, mas também é uma caixinha de surpresas. A novidade da vez é um misterioso objeto luminoso que apareceu em Titã, a maior lua do planeta Saturno. Esse objeto foi visto por astrônomos que participaram da missão Cassini, mas infelizmente desapareceu antes que eles pudessem olhar duas vezes e tirar maiores conclusões.

O negócio é que a lua Titã tem um geografia estranha mesmo, então isso poderia ser um grande “nada”.

Antes
Antes

Depois
Depois

Onde a “Ilha da Mágica” de Titã foi vista?

A mancha, carinhosamente apelidada de “Ilha da Mágica”, foi vista no ano passado, durante um sobrevoo de rotina da nave espacial Cassini, e despertou o interesse dos astrônomos que perceberam que tinha alguma coisa diferente ali. Só que quando a nave passou pelo local pela segunda vez, a “Ilha da Mágica” já não estava mais ali. Desapareceu, como em um passe de mágica.

Ela foi observada em Ligeia Mare, o segundo maior mar de Titã. Ao contrário dos mares que a gente conhece (os nossos aqui da Terra, no caso) que são preenchidos por água líquida, os mares da lua Titã são compostos de metano e etano líquidos, e são aproximadamente do tamanho dos Grandes Lagos da América do Norte.

Como a Terra, Titã tem uma atmosfera substancial (composta por nitrogênio-metano) e um ciclo sazonal. Na verdade, porque a lua está em uma transição de primavera para o verão (que vai completar em 2017), a mudança das estações poderia muito bem ter algo a ver com isso. Sendo assim, mais energia solar está sendo canalizada para o hemisfério norte dessa lua, resultando em tempo dinâmico e condições geológicas não observadas anteriormente.

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“Esta descoberta nos diz que os líquidos no hemisfério norte de Titã não são simplesmente estagnados e imutáveis, mas sim que as mudanças acontecem”, observou Jason Hofgartner, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. “Nós não sabemos exatamente o que causou o aparecimento dessa ‘ilha mágica’, mas nós gostaríamos de estudá-la mais”.

E já que não tem como ter certeza do que ela se trata, os pesquisadores elaboraram algumas hipóteses interessantes.

O que é a “Ilha da Mágica”?

Os pesquisadores suspeitam em quatro possibilidades de explicação.

Antes dessa observação, esta região particular de Ligeia Mare tinha sido completamente desprovida de quaisquer recursos, incluindo ondas. Mas, como os astrônomos descobriram no início deste ano, Titã parece ser capaz de produzir ondas – ou pelo menos ondulações – em seus mares.

Neste caso, os ventos no hemisfério norte da lua poderiam chegar a Ligeia Mare e, assim, acabariam formando ondas. O sistema de imagens de radar da Cassini pode ter registrado essas ondas bem na hora que elas formaram uma espécie de "ilha fantasma”. Mas, dado o quão pequenas essas ondas são, essa pode ser a mais improvável das explicações.

Outra teoria é que a espaçonave Cassini tenha capturado imagens de gás metano borbulhando até a superfície, saindo de um oceano subterrâneo e chegando até a superfície. Essa teoria se sustenta pelo fato de o metano ser muito abundante na superfície de Titã. Mas como sua molécula só pode existir por um curto período de tempo antes de ser destruída por raios UV, ele deve ser reabastecido constantemente.

Mas a listinha de ideias dos pesquisadores não para por aí. Outra teoria que eles consideram é que a tal da “ilha da mágica” poderia ser um objeto sólido que estava na boa flutuando pela superfície da lua – algo como um iceberg. Quando a primavera chega em Titã, sólidos submersos formados pelo congelamento do inverno podem se tornar flutuantes. Mas estes objetos não são feitos de gelo/água. Se fossem, afundariam em um mar de hidrocarboneto líquido. Em vez disso, os icebergues flutuantes de Titã seriam compostos de uma mistura congelada de metano e etano.

Por último, é concebível também que Ligeia Mare tenha sólidos suspensos, que não são nem afundados nem flutuantes, mas agem como uma espécie de lodo em águas terrestres.

“Provavelmente, vários processos diferentes – como vento, chuva e marés – podem afetar o metano e etano presentes no lagos de Titã”, observou Hofgartner. “Queremos ver as semelhanças e diferenças entre os processos geológicos que ocorrem aqui na Terra. Em última análise, vai nos ajudar a compreender melhor os nossos próprios ambientes líquidos aqui”.
Fonte: Hype Science


Titã - Lago e Praias

Adam Hadhazy

Cientistas sugerem um novo destino para férias na praia no Sistema Solar. Pena que não seja fácil chegar lá. Pesquisadores publicaram na revista Nature, a identificação de um lago escuro, cercado por uma região costeira mais clara e uma “praia” na superfície de Titã, a maior lua de Saturno. O lago - com formato de sola de sapato - é o primeiro corpo líquido extraterrestre e provavelmente contém hidrocarbonetos, compostos simples também comuns na Terra.

“Essa é a primeira evidência conclusiva da presença de hidrocarbonetos líquidos em Titã”, segundo o autor principal do artigo, Robert Brown, professor de ciência planetária do Laboratório Lunar e Planetário (LPL) da University of Arizona, em Tucson.


Novo balneário? O orbitador Cassini, da Nasa, capturou esta vista de Ontario Lacus, em Titã, quando voava a cerca de 1.100 quilômetros da superfície, em dezembro de 2007. Uma nítida linha litorânea circunda o lago de hidrocarbonetos.


Instrumentos a bordo do orbitador Cassini, da Nasa, em torno de Saturno e seus satélites, inclusive Titã, desde junho de 2004, revelam a presença de etano líquido - composto orgânico contendo carbono - em uma área com aproximadamente as mesmas dimensões do lago Ontário (um dos Grandes Lagos entre o Canadá e os Estados Unidos) no Hemisfério Sul de Titã. Regiões escuras similares, também foram detectadas no Hemisfério Norte, indicando que provavelmente a superfície de Titã é pontilhada por “mares” de hidrocarbonetos.

Pesquisadores confirmaram a presença de etano líquido a partir de resultados obtidos pelo Espectrômetro de Mapeamento no Visível e no Infravermelho (VIMS) a bordo de Cassini, que detectou linhas de hidrocarbonetos nessas faixas do espectro. O etano se forma a partir da ação da luz solar sobre o metano presente na atmosfera de Titã. Acredita-se que o etano da atmosfera se condensa em nuvens que se precipitam na forma de chuva. Ao escoar pela superfície de Titã, a chuva abre caminho formando correntezas que acabam sendo represadas em verdadeiros lagos de etano.
Titã tem atraído a atenção dos astrônomos graças à sua atmosfera formada por uma névoa alaranjada, que se estende por 965 quilômetros a partir de sua superfície. O nitrogênio é o elemento dominante, embora existam traços de metano e de outros hidrocarbonos, inclusive propano. Com um diâmetro de 5.150 km, Titã é maior que Mercúrio e apenas 25% menor que Marte, o que faz dele a segunda maior lua do Sistema Solar, logo depois de Ganimedes, a lua de Júpiter.

Lua com neblina e fumaça: Nesta foto em cores naturais enviada orbitador Cassini em 2007, a superfície de Titã está encoberta por uma espessa camada alaranjada de névoa e fumaça.


Já se suspeitava da existência de etano ou metano líquidos na superfície de Titã. Essa descoberta veio confirmar a idéia de que Titã possui um “ciclo hidrológico” semelhante ao da Terra. Só que o líquido que forma nuvens, chuvas e depois evapora novamente não é água, mas metano e etano, lembra o co-autor do trabalho, Christophe Sotin, cientista planetário do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da Nasa, em Pasadena, Califórnia.

Além de pôr um ponto final nos debates sobre a existência de líquidos em Titã, essa descoberta poderá alterar o curso de futuras missões. Tanto a Nasa como a Agência Espacial Européia (Esa) estão pensando em retornar a Titã; essas novas observações apoiam a idéia de se enviar um veículo que pouse em um lago - uma sonda flutuante - para colher amostras de sua composição, comenta Ralph Lorenz, cientista planetário do Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins University, em Laurel, Maryland.
A piscina líquida, denominada Ontario Lacus, absorve praticamente toda a luz incidente o que lhe dá uma tonalidade escura, segundo Brown do LPL. Os dados também revelam que a superfície do lago é tranquila, sem ondulações ou ondas, o que para Brown é surpreendente. Ele e sua equipe esperavam encontrar ondas provocadas por possíveis ventos de superfície.

Há poucas chances de existir vida em Titã. “É só uma questão de imaginação fértil” comenta Jonathan Lunine, professor de ciência planetária e de física no JPL, que não participou do estudo. “Se um organismo terrestre for abandonado na superfície de Titã, certamente morrerá”. Mas, não está descartada a probabilidade de haver formas exóticas de vida num ambiente líquido de hidrocarbonetos.

A confirmação da presença de compostos orgânicos e de nitrogênio significa que Titã tem uma composição química muito semelhante à da Terra primitiva, quando a vida começou a se desenvolver. “Esses compostos constituem a base para a formação futura de moléculas mais complexas”, avalia Brown.

A idéia dominante é de que a química necessária para criar moléculas com capacidade de se replicarem e armazenarem informação - como o DNA - não se desenvolveu em Titã, devido às temperaturas extremamente baixas (média de -181º C). A falta de água líquida na superfície - ingrediente principal para a formação da vida como a conhecemos - é outra razão que pode ter impedido a evolução de vida em Titã, se é que ela algum dia surgiu.

Mas Brown alerta para o fato de que vulcões e outras atividades tectônicas podem adicionar energia e até água a essa mistura. “Embora ninguém acredite muito nisso”, comenta Brown, se a vida encontrar um caminho para se desenvolver em Titã, decididamente será em um clima bem diferente do nosso.

“Caso venhamos a encontrar vida em Titã”, sugere Lunine, “será uma evidência de que a vida é realmente um fenômeno cósmico fundamental e que pode ocorrer em condições muito diferentes daquilo que consideramos ‘habitável’”.
Fonte: Uol


Lua - Titã

Titã é o maior satélite natural de Saturno e o segundo maior de todo o sistema solar, depois de Ganímedes, tendo quase uma vez e meia o tamanho da Lua. É o único satélite natural conhecido por ter uma densa atmosfera, sendo até mais densa que a da terra, e o único objeto que não seja a Terra a ter uma evidência clara de corpos líquidos em sua superfície.

Titã é o sexto satélite elipsoidal de Saturno. Frequentemente descrito como uma lua-planeta, Titã tem um diâmetro cerca de 50% maior que a Lua terrestre e é 80% mais massiva. É a segunda maior lua do Sistema Solar, após a lua joviana Ganímedes, e tem mais volume que o menor dentre os planetas, Mercúrio, apesar de ter somente metade de sua massa. Titã foi a primeira lua conhecida de saturno, descoberta em 1655 pelo astrônomo holandês Christiaan Huygens.

Pensa-se que possui lagos de hidrocarbonetos, vulcões gelados, e que o metano comporta-se quase como a água na Terra, evaporando e chovendo num ciclo interminável. Titã é um mundo que se manteve oculto até muito recentemente, coberto por uma neblina densa e alaranjada.

Em Janeiro de 2005, foi lançada a sonda Huygens por entre a neblina, que tirou as primeiras fotografias da superfície de Titã, mas devido ao nevoeiro, e mesmo com fotografias, muito ficou por saber. Esta sonda levou consigo um milhão de mensagens de pessoas à volta do mundo. As mensagens foram enviadas pela Internet, gravadas num CD-ROM e lançadas com a sonda em 1997, e poderão permanecer no solo titânico durante milhões de anos e serem descobertas por turistas espaciais do futuro.

O satélite é pensado como um possível hospedeiro de vida de micróbios extraterrestres.

Fonte: Wikipédia




Mitologia

Titã (do grego Τιτάνας) quando foi descoberto pelo astrônomo Christiaan Huygens foi simplesmente chamado de Saturni Luna (Latim para "Lua de Saturno"). Só em 1847 é que John Herschel (filho de William Herschel, o descobridor de duas outras luas em Saturno) sugere um nome próprio para a lua sob a denominação "Titã", fazendo o mesmo para as outras luas que tinham sido descobertas em Saturno. Todas tomaram nomes de titãs relacionados com Saturno.

Na mitologia grega, os Titãs são seres anteriores aos deuses do Olímpo e que tinham estatura gigantesca, força descomunal e eram aliados de Cronos (Saturno) na guerra contra Zeus (Júpiter) e os deuses do Olímpo, entre eles Hades (Plutão), Poseidon (Netuno), gigantes, ciclopes e hecatonquiros pelo domínio do universo. Os titãs liderados por Saturno acabaram por ser derrotados depois de dez anos de guerra e foram confinados ao Tártaro.
Fonte: Wikipédia